Os dirigentes de PSL e Patriota realizaram na manhã desta quarta-feira (4) um ato simbólico de abertura de uma campanha de filiação e de reafirmação da pré-candidatura do Coronel Ulysses Araújo ao governo do Acre. O ex-prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom falou do momento político que seu grupo atravessa e não deixou de alfinetar o pré-candidato do Progressistas, Gladson Cameli.

Segundo Bocalom, as perspectivas de PSL e Patriota para as eleições 2018 são as melhores. Ele informa que as duas legendas contarão com chapas proporcionais com 10 candidatos a deputado federal e 30 a deputado estadual. “Contamos com bons nomes e podemos fazer até dois deputados federais dependendo de meu desempenho na campanha eleitoral desta ano”, afirma Tião Bocalom.

As negociações fracassadas para Ulysses Araújo integrar a chapa majoritária de Gladson Cameli foi relembrada por Bocalom. Para ele, a candidatura de Cameli não passa de um blefe. “Pessoas próximas a ele esperavam que ele desistisse no final do ano passado, não sei como chegou ao quarto mês desse ano. É uma candidatura que nem a própria família deseja que seja levada à frente”.

Bocalom voltou a afirmar que Gladson Cameli não cumpre a palavra. “Ele vai desistir e deixar todo mundo na mão. Pode anotar o que eu estou dizendo. A última vez que eu o encontrei falei que não conversava mais com ele, mas ele pediu para eu procurar o Malheiros que tinha três assuntos para tratar comigo. Procurei, mas Malheiros disse que não estava sabendo de nada”.

Para o ex-prefeito de Acrelândia, caso Ulysses aparece com um percentual de 20% próximo da campanha eleitoral, o fato poderá reforçar a desistência de Gladson Cameli. “Estamos numa passada firma de ascensão na preferencia do eleitor, já Gladson enfrenta a queda. Se alcançarmos 20% – eu não tenho nenhuma dúvida que ele desistirá da candidatura ao governo”, diz Bocalom.

Já Ulysses Araújo destaca que sua candidatura nunca foi um balão de ensaio ou objeto de barganha. “Quando eu comecei lá atrás, muita gente não acreditava, mas trabalhamos, mostramos que nossa candidatura é viável. Temos informações que alcançamos 14%. Mantendo essa linha de crescimento chegaremos na campanha com 20% com chances reais de eleição”.

O militar destaca que sua pré-candidatura vem recebendo apoio de diversas lideranças políticas do Estado. “Aqui não estamos impondo nem prometendo dinheiro ou cargos. O que nós temos é uma proposta de mudança verdadeira na administração do Estado. É um projeto que trabalha com base nas ideias do coletivo, não há um projeto de poder de grupos, mas defesa da população”.

Os novos comandantes de PSL e Patriota confiam que Bolsonaro terá peso positivo na decisão do eleitor acreano. Para Bocalom, quando Bolsonaro apresentar Ulysses Araújo como seu candidato em evento previsto para acontecer antes do mês de junho, os eleitores acreanos apoiarão a terceira via proposta pelo militar. “Um tapinha de Bolsonaro nas costas pode mudar tudo”.