O Sindicato dos Urbanitários do Acre está preocupado com a possível venda da Eletrobras/Acre, marcada para acontecer em um leilão no dia 21 de maio. A empresa deve ser vendida pelo preço simbólico de R$ 50 mil.

Também estão na lista da privatização, as Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Boa Vista Energia, a Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia), a Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e a Companhia Energética de Alagoas (Ceal).

O vice-presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, não aceita que um patrimônio com valor aproximado de R$ 1 bilhão seja vendido por um valor simbólico. A entidade teme a precarização dos serviços a partir da privatização.

“Infelizmente eles querem vender um patrimônio que vale quase um bilhão, segundo um levantamento do BNDES, a empresa lá na Bolsa de São Paulo pelo valor de R$ 50 mil. Hoje a Eletroacre atende toda a parte urbana e rural, independente de lucro ou prejuízo eles estão lá, programa Luz Para Todos… Temos municípios hoje que a despesa é maior que a receita. Será que uma empresa privada vai manter esses serviços? Nós acreditamos que não. É a dúvida que fica. Se não manteve em estados maiores, não vai manter no Acre.”

Os sindicalistas estão pedindo às bancadas dos Estados que devem sofrer com a privatização que intercedam junto ao governo federal para que o leilão seja remarcado para 2019.

O coordenador da bancada federal do Acre, senador Sérgio Petecão (PSD), vai levar o pedido dos trabalhadores ao governo.
“Se fala muito que a empresa é deficitária, que a empresa está quebrada, mas a versão dos trabalhadores não é essa. É uma empresa que faz parte do patrimônio do nosso Estado”, salienta Petecão.

Segundo uma avaliação da Aneel, a Eletrobras no Acre tem 163,25 milhões de reais a receber de um fundo.

Pelo menos quatro empresas já estariam interessadas em participar do leilão.