O ex-prefeito de Brasiléia, Aldemir Lopes da Silva, não estava sendo monitorado eletronicamente na noite em que reuniu com dirigentes do PMDB na casa do pré-candidato a governador, o coronel Ulisses. A informação foi confirmada pelo setor de monitoramentos, ligado ao Instituto de Administração Penitenciária.

Aldemir estava preso, mas foi libertado em 27 de fevereiro deste ano por força de Habeas Corpus, prometendo cumprir as condições do regime semiaberto, mediante decisão assinada pelo desembargador Francisco Djalma. O TJ ordena que o ex-prefeito seja monitorado eletronicamente, desde que houvesse disponibilidade de tornozeleiras. O Iapen não soube informar as razões para o monitoramento não ter sido cumprido.

A Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça informou que os desembargadores, nesses casos, são provocados mediante denúncia do Ministério Público. Nada a respeito do descumprimento de ordem judicial chegou ao TJ. O diretor da Vara Criminal da Comarca de Brasiléia, Sebastião Lima, disse que o juiz da cidade não poderá fazer nada se o MP não se manifestar. “A única vez que o preso pediu permissão para se ausentar de casa no período noturno foi em 12 de março, para visitar um parente. Foi dada a ordem judicial no dia 16 do mesmo mês. Quanto ao descumprimento de medidas judiciais, não temos conhecimento”, disse.

O promotor Hildon Maximiliano, que atuou nas denúncias de corrupção envolvendo Aldemir Lopes, passou a acompanhar o caso nesta segunda-feira. Nem mesmo ele sabia que Lopes estava “livre”.

O promotor informou, por meio da Diretoria de Comunicação do MPE, que, se for confirmada a presença de Aldemir Lopes em eventos além das 19 horas será pedida a prisão preventiva do ex-prefeito.

Repórter Marcelo Gomes